quarta-feira, 20 de abril de 2016

TOP 10 #6 - MELHORES FILMES SOBRE MÁFIA DE TODOS OS TEMPOS

Olá pessoal!! Nesse post vamos estabelecer um top 10 sobre um dos gêneros de filmes mais cultuados, de onde extraímos obras primas da sétima arte.

Mas, chega de enrolação. Vamos à lista!



10º Brother – A Máfia Japonesa Yakuza em Los Angeles (Brother, dirigido por Takeshi Kitano, 2000): o representante do Cinema Japonês da lista (embora o filme também seja norte-americano) é o mais controverso. Porém, possui várias qualidades, dentre elas: a ótima fotografia (limpa, estéril, mas com uma leve saturação para cores frias, como o azul e o cinza e o amarelo-escuro); a trilha sonora sóbria à base de piano; e a direção, em certos momentos, criativa, com alguns momentos contemplativos visualmente muito bonitos. Além disso, várias tiradas cômicas funcionam e o nível de violência é alto. Não é pra todo mundo, mas eu achei excelente!



9º Reino Animal (Animal Kingdom, dirigido por David Michôd, 2010): o longa de estreia de David Michôd é um trabalho de cineasta maduro, com tempo de experiência. O roteiro é bem escrito, a abordagem é interessante, os personagens são fortes e bem desenvolvidos, as atuações são ótimas (especialmente a da Jacki Weaver, indicada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante por sua interpretação no filme), a direção é segura, a trilha sonora é tensa (como o é a película em si)... Enfim, não conheço o Cinema australiano, mas a projeção em questão é sinal de que há exemplares por lá que valem muito a pena!



8º Donnie Brasco (Donnie Brasco, dirigido por Mike Newell, 1997): filme básico, mas completamente absorvente. A história por si só é muito interessante, e o roteiro aproveita isso muito bem (tanto é que o longa foi indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Adaptado em 1998); a direção é discreta, porém firme; o elenco é bom, especialmente Johnny Depp e Al Pacino, que estão ótimos em seus papéis; e o estudo do personagem central Joe Pistone/Donnie Brasco é muito bem realizado, constatando o enorme peso narrativo da projeção. Vale dizer, por fim, que a abordagem mais “pé no chão” verificou-se como muito feliz e validou a intenção do diretor com o projeto.



7º Estrada para Perdição (Road To Perdition, dirigido por Sam Mendes, 2002): de técnica invejável, a segunda película do oscarizado cineasta de Beleza Americana é magnética. Por quê? A direção é maravilhosa, com enquadramentos elegantíssimos e momentos de beleza ímpar (o momento do tiroteio na chuva, sem som ambinete - apenas com a música de fundo – é excelente); a fotografia, premiada com o Oscar, e a iluminação, baixa em acertados momentos, são excepcionais; o elenco é recheado de grandes atores, apesar de interpretar personagens não tão interessantes assim (com exceção do encarnado pelo grande Paul Newman); e, talvez o ponto mais positivo do longa, a linda trilha sonora, absolutamente instigante e envolvente. Um dos filmes mais caprichados da lista!



6º O Poderoso Chefão: Parte III (The Godfather: Part III, dirigido por Francis Ford Coppola, 1990): o capítulo final da saga dos Corleone não é obra-prima, mas não deixa de ser excelente. As virtudes começam do roteiro, de caráter mais intimista, que além de estudar muito bem seu protagonista, é relevante e corajoso. Além do texto, tecnicamente a película, assim como seus predecessores, é muito acertada: a fotografia, apesar de não tão rica e impactante como nos dois primeiros filmes, é ótima; a trilha sonora – a mesma das projeções iniciais da trilogia – é uma das melhores da história do Cinema; a direção é precisa e minuciosa; e o elenco estelar está ótimo (com exceção da Sofia Coppola, que é péssima atriz, mas boa cineasta), interpretando alguns grandes personagens. Um desfecho digno para a melhor série de longas de todos os tempos.



5º O Pagamento Final (Carlito’s Way, dirigido por Brian De Palma, 1993): não é porque o filme foi eleito injustamente pela revista Cahiers du Cinema como o melhor filme da década de 1990, que ele não é admirável. Muito disso devido à eficiência com que conta sua boa história. Entretanto, é provável que o maior triunfo da película seja a sua formidável direção, cujos principais momentos são: a excepcional cena romântica de uma gradativa nudez sendo contemplada através do reflexo de um espelho, ao som da excelente música You Are So Beautiful, do Joe Cocker; e o clímax da projeção, muito bem encenado e de tirar o fôlego. Mas não é só isso. O longa tem ótimos tiroteios e canções não originais, além de contar com grandes interpretações de Sean Penn e Penelope Ann Miller (indicados ao Globo de Ouro como melhores ator e atriz coadjuvantes, respectivamente) e com Al Pacino em ótima forma. Uma das melhores obras do outrora talentosíssimo cineasta Brian De Palma.



4º Cassino (Casino, dirigido por Martin Scorsese, 1995): extremamente violento, lotado de músicas Rock’N’Roll e de grande estilo, esse longa é uma mostra do que marcou a filmografia de Scorsese. Ele tem um ótimo roteiro (e relevante, diga-se); possui um marcante elenco (com Joe Pesci, Sharon Stone – indicada justamente ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante – e Robert De Niro – em sua última colaboração com o diretor); é extremamente bem editado; e é dono de uma primorosa direção (com planos-sequência, planos-detalhes e movimentos de câmera de tirar o chapéu). Em minha opinião, o melhor filme de um dos maiores diretores de todos os tempos.



 
3º Era uma vez na América (Once Upon A Time In America, dirigido por Sergio Leone, 1984): um épico ganguerista estupendo! Essa é a melhor definição para esse filme de excelente roteiro e narrativa não-linear. Toda história da projeção, ao passo que tem momentos bem crus e violentos, consegue simultaneamente ser poética e melancólica, traçando temas como amizade, ganância, poder político e inveja. A direção é magistral, cheia de grandiosos planos abertos e claustrofóbicos e tensos planos-detalhes e fechados. A trilha sonora, do genial Ennio Morricone, é, como de costume, maravilhosa, comentando em diferentes momentos a película (e falo isso no bom sentido). O elenco também é ótimo, com destaque para o grande Robert De Niro, em exímio momento de sua carreira. Pra resumir o longa: um dos melhores trabalhos do excepcional cineasta Sergio Leone!



2º O Poderoso Chefão (The Godfather, dirigido por Francis Ford Coppola, 1972): O que falar de O Poderoso Chefão? Obra-primíssima do Cinema Mundial, é um longa extraordinário em todos os sentidos: a trilha sonora é uma das melhores da história cinematográfica; a fotografia sisuda do Gordon Willis (saturada para o amarelo e para o marrom) lançou novos parâmetros à Sétima Arte; o roteiro, de coautoria do escritor do livro que deu origem à projeção, Mario Puzo, é absolutamente perfeito, em todos os momentos se mostrando extremamente engajante; os personagens são todos maravilhosos, marcantes e espetacularmente bem desenvolvidos; o elenco é bárbaro (foram quatro os atores indicados ao Oscar pela película - com Marlon Brando vencendo como Melhor Ator - para se ter uma ideia do sublime elemento humano da película); a direção de arte é riquíssima; a direção é magnífica, com atenção singular aos detalhes e à composição da Mise-En-Scène... Enfim, o primeiro filme da trilogia dirigida por Francis Ford Coppola é digno de ser o mais amado de todos os tempos!



MENÇÕES HONROSAS

Caminhos Perigosos (Mean Streets, dirigido por Martin Scorsese, 1973)

O Gângster (American Gangster, dirigido por Ridley Scott, 2007)

Scarface (Scarface, dirigido por Brian De Palma, 1983)

Os Bons Companheiros (Goodfellas, dirigido por Martin Scorsese, 1990)

Senhores do Crime (Eastern Promises, dirigido por David Cronenberg, 2007)

O Homem da Máfia (Killing Them Softly, dirigido por Andrew Dominik, 2012)




1º O Poderoso Chefão: Parte II (The Godfather: Part II, dirigido por Francis Ford Coppola, 1974): parecia impossível fazer da sequência do longa original uma película melhor que seu predecessor. No entanto, em minha opinião, Coppola se superou e entregou essa obra-mestra que supera a projeção de 1972. Tudo que foi realizado brilhantemente pelo primeiro filme foi repetido ou até aperfeiçoado aqui (pois é, o perfeito foi melhorado!). Além disso, a escala da produção e os conflitos internos dos personagens foram expandidos com relação ao longa inicial da trilogia (um exemplo disso é o segmento que se passa durante a Revolução Cubana, inserido e relacionado à trama com maestria), o que refletiu no tom mais trágico da película. Quanto aos inúmeros méritos da projeção, destaco: as cinco indicações a melhores atuações que o filme recebeu (com Robert De Niro vencendo como Melhor Ator Coadjuvante); os excepcionais design de produção e figurino; e a direção revolucionária de Coppola, juntamente com a precisa e suave montagem da projeção, intercalando paralelamente a história de Don Vito (no tempo passado) com a de seu filho Michael (no tempo futuro). Nesse aspecto, a genialidade do longa é tamanha, que ele serve tanto como prequel de seu antecessor, quanto como continuação dele. Resumo da conversa: O Poderoso Chefão: Parte II é quase um milagre do Cinema!

ANDRÉ MATEUS

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